domingo, 12 de novembro de 2017
Espiritismo fala das dores que virão antes da nova era 2-2 - Leia Abaixo
Estás, na Terra, com a finalidade de abrir sepulturas para os vícios e dar asas às virtudes. Substituindo o mau pelo bom hábito, o equivocado pelo correto labor, corrigirás a inclinação moral negativa, criando condicionamentos sadios que se apresentarão como virtudes a felicitar-te a vida. Teus vícios de hoje, transforma-os, no teu mundo íntimo, em virtudes para amanhã ao teu alcance desde agora. Libera-te pois, com esforço e valor moral, do mau gênio que permanece dominador, das paixões perturbadoras que te inquietam, e renova-te para o bem, pelo bem que flui do Eterno Bem.
( Do livro "Vigilância", pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco)
sábado, 4 de novembro de 2017
terça-feira, 31 de outubro de 2017
sábado, 7 de outubro de 2017
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
sábado, 30 de setembro de 2017
domingo, 10 de setembro de 2017
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
sábado, 12 de agosto de 2017
sábado, 5 de agosto de 2017
sexta-feira, 21 de julho de 2017
quarta-feira, 12 de julho de 2017
quinta-feira, 29 de junho de 2017
domingo, 25 de junho de 2017
quarta-feira, 31 de maio de 2017
sexta-feira, 12 de maio de 2017
domingo, 15 de janeiro de 2017
Divulgando a LUZ
EVANGELHO no LAR
AUTO-LIBERTAÇÃO
"... Nada trouxemos para este
mundo e manifesto é
que nada podemos levar dele."
Paulo. ( I Timóteo, 6:7 )
que nada podemos levar dele."
Paulo. ( I Timóteo, 6:7 )
Se deseja emancipar a alma das grilhetas
escuras do "eu", começa o teu curso de auto-libertação, aprendendo a
viver "Como possuindo tudo e nada tendo", "com todos e sem
ninguém".
Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-superação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próximo bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos que te seguem.
Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em que repousas.
Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa?
Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anónimo, que se confunde na glória do bem comum.
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimónios de ordem material, "nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele".
Se chegaste à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-superação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próximo bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponhas que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos que te seguem.
Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene do leito em que repousas.
Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa?
Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anónimo, que se confunde na glória do bem comum.
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimónios de ordem material, "nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele".
Autor Espititual: Emmanuel
Psicografada por: Médium: Chico Xavier
Adaptação e encaminhamento:
EMAIL: sendadeluz@gmail.com
No Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo
Capítulo 11 – AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO
Capítulo 11 – AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO
III – A Fé e a Caridade
UM ESPÍRITO PROTETOR
Cracóvia,
1861
13 – Eu vos disse recentemente, meus queridos filhos, que a caridade sem a
fé não seria suficiente para manter entre os homens uma ordem social de
fazê-los felizes. Devia ter dito que a caridade é impossível sem a fé. Podereis
encontrar, é verdade, impulsos generosos entre as pessoas sem religião. Mas
essa caridade austera, que só pode ser exercida pela abnegação, pelo sacrifício
constante de todo o interesse egoísta, nada a não ser a fé poderá inspirá-la,
porque nada além dela nos faz carregar com coragem e perseverança a cruz desta
vida.
Sim, meus filhos, é inútil querer o homem, ávido de prazeres, iludir-se quanto
ao seu destino terreno, pretendendo que lhe seja permitido ocupar-se apenas da
sua felicidade. Certo que Deus nos criou para sermos felizes na eternidade, mas
a vida terrena deve servir unicamente para o nosso aperfeiçoamento moral, o
qual se conquista mais facilmente com a ajuda do corpo e do mundo material. Sem
contar as vicissitudes comuns da vida, a diversidade de vossos gostos, de
vossas tendências, de vossas necessidades, são também um meio de vos
aperfeiçoardes, exercitando-vos na caridade. Porque somente a custa de
concessões e de sacrifícios mútuos, é que podeis manter a harmonia entre
elementos tão diversos.
Tendes razão, entretanto, ao afirmar que a felicidade está reservada ao homem
neste mundo, se a procurardes antes na prática do bem do que nos prazeres
materiais. A história da cristandade nos fala dos mártires que caminhavam com
alegria para o suplício. Hoje, na vossa sociedade, para ser cristão já não se
precisa enfrentar a fogueira do mártir, nem o sacrifício da vida, mas única e
simplesmente o sacrifício do egoísmo, do orgulho e da vaidade. Triunfareis, se
a caridade vos inspirar e fordes sustentados pela fé.
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
LUZ no LAR
EVANGELHO no LAR
Quando tudo te pareça frustração e
impedimento; no instante em que a solidão te obrigue a pensar e repensar; em
observando os recursos necessários à própria subsistência cada vez mais
distantes;
no momento em que os melhores amigos te
considerem incapaz para o serviço a fazer; na travessia de graves desgostos; nas
épocas de crise, quando a provação te procure para demoradas visitas; ouvindo
os pregoeiros do pessimismo e do desalento;
diante das ocorrências complicadas e
dolorosas, quando o desânimo te ameace;ou na ocasião em que todas as
circunstâncias surjam conjugadas como que favorecendo a ignorância e o
desequilíbrio;
guarda a certeza de que estás atingindo a
hora de luz em que desfrutas a oportunidade de revelar a força de tua fé e o
ensejo bendito em que podes, com a bênção de Deus, esquecer o mal e fazer o
bem.
Fonte: LIVRO: "Algo Mais" Autor Espititual: Emmanuel
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier
* * *
* * * *
Oração dos Aprendizes
Senhor, ilumina-nos a visão de
trabalhadores imperfeitos.
Justo Juiz, ampara os criminosos e transviados.
Construtor Celeste, restaura as obras respeitáveis, ameaçadas pela destruição.
Divino Médico, salva os doentes.
Amigo dos Bons, regenera os maus.
Mensageiro da Luz, expulsa as trevas que ainda nos rodeiam.
Emissário da Sabedoria, esclarece-nos a ignorância.
Dispensador do Bem, compadece-te de nossos males.
Advogado dos Aflitos, reajusta os infelizes que provocam o sofrimento.
Sumo Libertador, emancipa-nos a mente, encarcerada em nossas próprias criações menos dignas.
Benfeitor do Alto, estende compassivas mãos a todos aqueles que Te desconhecem os princípios de amor e trabalho, humildade e perdão, nas zonas inferiores da vida.
Senhor, eis aqui os teus servos incapazes. Cumpra-se em nós a tua vontade sábia e justa, porque a nossa pequenez é tudo o que possuímos, para que, em Teu Nome, possamos operar a nossa própria redenção, hoje, aqui e agora.
Justo Juiz, ampara os criminosos e transviados.
Construtor Celeste, restaura as obras respeitáveis, ameaçadas pela destruição.
Divino Médico, salva os doentes.
Amigo dos Bons, regenera os maus.
Mensageiro da Luz, expulsa as trevas que ainda nos rodeiam.
Emissário da Sabedoria, esclarece-nos a ignorância.
Dispensador do Bem, compadece-te de nossos males.
Advogado dos Aflitos, reajusta os infelizes que provocam o sofrimento.
Sumo Libertador, emancipa-nos a mente, encarcerada em nossas próprias criações menos dignas.
Benfeitor do Alto, estende compassivas mãos a todos aqueles que Te desconhecem os princípios de amor e trabalho, humildade e perdão, nas zonas inferiores da vida.
Senhor, eis aqui os teus servos incapazes. Cumpra-se em nós a tua vontade sábia e justa, porque a nossa pequenez é tudo o que possuímos, para que, em Teu Nome, possamos operar a nossa própria redenção, hoje, aqui e agora.
Assim Seja.
Fonte: LIVRO: "Nosso Livro" Autor Espititual: Aniceto
Psicografada por: Médium: Francisco Cândido Xavier
Adaptação e encaminhamento:
EMAIL: sendadeluz@gmail.com
N.B.: PODE OUVIR o
EVANGELHO ,
escolhendo na caixa da página abaixo o CAP e os itens
No
Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo
Capítulo
5 – BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS
UM ANJO DA GUARDA
Paris, 1863
26 – Perguntais se é permitido abrandar a vossas provas. Essa
pergunta lembra estas outras: É permitido ao que se afoga procurar salvar-se? E
a quem se espetou num espinho, retirá-lo? Ao que está doente, chamar um médico?
As provas têm por fim exercitar a inteligência, assim como a paciência e a
resignação. Um homem pode nascer numa posição penosa e difícil, precisamente
para obrigá-lo a procurar os meios de vencer as dificuldades. O médico consiste
em suportar sem murmurações as conseqüências dos males que não se podem evitar,
em preservar na luta, em não se desesperar quando não se sai bem, e nunca em
deixar as coisas correrem, que seria antes preguiça que virtude.
Essa questão nos conduz naturalmente a outra. Desde que Jesus disse:
“Bem-aventurados os aflitos”, há mérito em procurar as aflições, agravando as
provas por meio de sofrimentos voluntários? A isso responderei muito
claramente: Sim, é um grande mérito, quando os sofrimentos e as privações têm
por fim o bem do próximo, porque se trata da caridade pelo sacrifício; não,
quando eles só têm por fim o bem próprio, porque se trata de egoísmo pelo
fanatismo.
Há uma grande distinção a fazer. Quanto a vós, pessoalmente, contentai-vos com
as provas que Deus vos manda, não aumenteis a carga já por vezes bem pesada;
aceitai-as sem queixas e com fé, eis tudo o que Ele vos pede. Não enfraqueçais
o vosso corpo com privações inúteis e macerações sem propósito, porque tendes
necessidades de todas as vossas forças, para cumprir vossa missão de trabalho
na Terra. Torturar voluntariamente, martirizar o vosso corpo, é infligir a lei
de Deus, que vos dá os meios de sustentá-lo e de fortalecê-lo. Debilitá-lo sem
necessidade é um verdadeiro suicídio. Usai, mas não abuseis: tal é a lei. O
abuso das melhores coisas traz as suas punições, pelas conseqüências
inevitáveis.
Bem outra é a questão dos sofrimentos que uma pessoa se impõe para aliviar o
próximo. Se suportardes o frio e a fome para agasalhar e alimentar aquele que
necessita, e vosso corpo sofrer com isso, eis um sacrifício que é abençoado por
Deus. Vós, que deixais vossos toucadores perfumados para levar consolação aos
aposentos infectos; que sujais vossas mãos delicadas curando chagas; que vos
privais do sono para velar à cabeceira de um doente que é vosso irmão em Deus;
vós, enfim, que aplicais a vossa saúde na prática das boas obras, tendes nisso
o vosso cilício, verdadeiro cilício de bênçãos, porque as alegrias do mundo não
ressecaram o vosso coração. Vós não adormecestes no seio das voluptuosidades
enlanguescedoras da fortuna, mas vos transformastes nos anjos consoladores dos
pobres deserdados.
Mas vós que vos retirais do mundo para evitar suas seduções e viver no
isolamento,qual a vossa utilidade na Terra? Onde está a vossa coragem nas
provas, pois que fugis da luta e desertais do combate? Se quiserdes um cilício,
aplicai-o à vossa alma e não ao vosso corpo; mortificai o vosso Espírito e não
a vossa carne; fustigai o vosso orgulho; recebei as humilhações sem vos queixardes;
machucai vosso amor próprio; insensibilizai-vos para a dor da injúria e da
calúnia, mais pungente que a dor física. Eis aí o verdadeiro cilício, cujas
feridas vos serão contadas, porque atestarão a vossa coragem e a vossa
submissão à vontade de Deus.
*
BERNARDIN
Espírito protetor, Bordeaux,
1863
27 – Deve-se pôr termo às provas do próximo,
quando se pode, ou devemos, por respeito aos desígnios de Deus, deixá-las
seguir o seu curso?
Já vos dissemos e repetimos, muitas vezes, que estão na terra de expiação
para completarem as vossas provas, e que tudo o que vos acontece é conseqüência
de vossas existências anteriores, as parcelas da dívida que tendes a pagar. Mas
este pensamento provoca em certas pessoas reflexões que devem ser afastadas,
porque podem ter funestas conseqüências.
Pensam alguns que, uma vez que se está na Terra para expiar, é necessário que
as provas sigam o seu curso. Há outros que chegam a pensar que não somente
devemos evitar atenuá-las, mas também devemos contribuir para torná-las mais
proveitosas, agravando-as. É um grande erro. Sim, vossas provas devem seguir o
curso que Deus lhes traçou, mas acaso conheceis esse curso? Sabeis até que
ponto elas devem ir, e se vosso Pai Misericordioso não disse ao sofrimento
deste ou daquele vosso irmão: “Não irás além disto?” Sabeis se a Providência
não vos escolheu, não como instrumento de suplício, para agravar o sofrimento
do culpado, mas como bálsamo consolador, que deve cicatrizar as chagas abertas
pela sua justiça?
Não digais, portanto, aos verdes um irmão ferido: “É a justiça de Deus, e é
necessário que siga o seu curso”, mas dizei, ao contrário: “Vejamos que meios
nosso Pai misericordioso me concedeu, para aliviar o sofrimento de meu irmão.
Vejamos se o meu conforto moral, meu amparo material, meus conselhos, poderão
ajudá-lo a transpor esta prova com mais força, paciência e resignação. Vejamos
mesmo se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer cessar este sofrimento; se
não me deu, como prova também, ou talvez como expiação, o poder de cortar o mal
e substituí-lo pela benção da paz”.
Auxiliai-vos sempre, pois em vossas provas mútuas, e jamais vos encareis como
instrumentos de tortura. Esse pensamento deve revoltar todo homem de bom coração,
sobretudo os espíritas. Porque o espírito mais que qualquer outro, deve
compreender a extensão infinita da bondade de Deus. O espírita deve pensar que
sua vida inteira tem de ser um ato de amor e de abnegação, e que por mais que
faça para contrariar as decisões do Senhor, sua justiça seguirá o seu curso.
Ele pode, pois, sem medo, fazer todos os esforços para aliviar o amargor da
expiação, porque somente Deus pode cortá-la ou prolongá-la, segundo o que
julgar a respeito.
Não seria excessivo orgulho, da parte do homem, julgar-se com o direito de
revolver, por assim dizer, a arma na ferida? De aumentar a dose de veneno para
aquele que sofre, sob o pretexto de que essa é a sua expiação? Oh!,
considerai-vos sempre como o instrumento escolhido para fazê-la cessar.
Resumamos assim: estais todos na Terra para expiar; mas todos, sem exceção,
deveis fazer todos os esforços para aliviar a expiação de vossos irmãos,
segundo a lei de amor e caridade.
*
SÃO LUIS
Paris, 1860
28 – Um homem agoniza, presa de cruéis
sofrimentos. Sabe-se que o seu estado é sem esperança. É permitido poupar-lhe
alguns instantes de agonia, abreviando-lhe o
fim?
Mas quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode
ele conduzir um homem até a beira da sepultura, para em seguida retirá-lo, com
o fim de fazê-lo examinar-se a si mesmo e modificar-lhe os pensamentos? A que
extremos tenha chegado um moribundo, ninguém pode dizer com certeza que
soou sua hora final. A ciência, por ação, nunca se enganou nas suas
previsões?
Bem sei que há casos que se podem considerar, com razão, como desesperados. Mas
se não há nenhuma esperança possível de um retorno definitivo à vida e à saúde,
não há também inúmeros exemplos de que, no momento do último suspiro, o doente
se reanima e recobra suas faculdades por alguns instantes? Pois bem: essa hora
de graça que lhe é concedida, pode ser para ele da maior importância, pois
ignorais as reflexões que o seu Espírito poderia ter feito nas convulsões da
agonia, e quantos tormentos podem ser poupados por um súbito clarão de
arrependimento.
O materialista, que só vê o corpo, não levando em conta a existência da alma,
não pode compreender essas coisas. Mas o espírita, que sabe o que se passa além
túmulo, conhece o valor do último pensamento. Aliviai os últimos sofrimentos o
mais que puderdes, mas guardai-vos de abreviar a vida, mesmo que seja apenas um
minuto, porque esse minuto pode poupar muitas lágrimas no futuro.
*
SÃO LUIS
Paris, 1860
29 – Aquele que está desgostoso da vida, mas
não querendo abreviá-la, será culpado, indo procurar a morte num campo de
batalha, com o pensamento de torná-la
útil?
Quer o homem se mate ou se faça matar, o objetivo é sempre o de abreviar a
vida, e por conseguinte, há o suicídio de intenção, embora não haja de fato. O
pensamento de que a sua morte servirá para alguma coisa é ilusório, simples
pretexto, para disfarçar a ação criminosa e desculpá-los aos seus próprios
olhos. Se ele tivesse seriamente o desejo de servir à pátria, procuraria antes
viver para dedicar-se à sua defesa, e não morrer, porque uma vez morto já não
serve para nada. A verdadeira abnegação consiste em não temer a morte quando se
trata de ser útil, em enfrentar o perigo e oferecer o sacrifício da vida,
antecipadamente e sem pesar, se isso for necessário. Mas a intenção premeditada
de procurar a morte, expondo-se para tanto ao perigo, mesmo a serviço, anula o
mérito da ação.
*
SÃO LUIS
Paris, 1860
30 – Um homem se expôs a um perigo iminente
para salvar a vida de um semelhante, sabendo que ele mesmo sucumbirá; isso pode
ser considerado como suicídio?
Não havendo a intenção de procurar a morte, não há suicídio, mas
devotamento e abnegação, mesmo com a certeza de perecer. Mas quem pode ter essa
certeza? Quem diz que a Providência não reservará um meio inesperado de
salvação, no momento mais crítico? Não pode a salvar até mesmo aquele que
estiver na boca de um canhão? Pode ela, muitas vezes, querer levar a prova da
resignação até o último limite, e então uma circunstância inesperada desvia o
golpe fatal.
*
SÃO LUIS
Paris,
1860
31 – Os que aceitam com resignação os
seus sofrimentos, por submissão à vontade de Deus e com vistas à sua felicidade
futura, não trabalham apenas para eles mesmos, e podem tornar os seus
sofrimentos proveitosos para outros?
Esses sofrimentos podem ser proveitosos para outros, material e moralmente.
Materialmente, se, pelo trabalho, as privações e os sacrifícios que se impõem
contribuem para o bem-estar material do próximo. Moralmente, pelo exemplo que
dão, com sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo do poder da fé espírita
pode incitar os infelizes à resignação, salvando-os do desespero e de suas
funestas conseqüências para o futuro.
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